Por onde começar? Faz 7 anos que cheguei a esse paÃs e fui acolhida de forma tão linda. Fiz amizades que levarei comigo pra vida inteira e que possibilitaram que cada prova fosse um poquinho mais leve. Cada madrugada adentro de estudo só foi possÃvel porque pude contar com tantas pessoas que foram colocando um tijolinho pra eu subir (algumas colocando o ombro mesmo!).
Se eu cheguei até aqui hoje, não foi sozinha. Esse curso parece ser solitário (e é, se você deixar), mas você não vai conseguir tocar pra frente sem algum amigo pra assinar chamada quando você não pode ir. Outro pra te gravar a classe. Outro pra te mandar mensagem avisando que leu em algum lugar que o professor não vai poder ir. Outro que te anote pra fazer um final.
Não sei se acredito em sorte. Eu sei que tive as pessoas certas nos momentos certos. Sei que tive amigos que queriam o meu sucesso, não que tinham inveja dele. Tive amigos que me levantaram quando eu estava por desistir. Tive amigos que vieram estudar comigo porque eu não conseguia estudar sozinha.
Faça amigos! Não tenha vergonha de pedir ajuda. Não se isole na sua casa estudando e recusando convites pra sair, amargurado com a vida. Procure pessoas que te apoiem, que te levem pra frente, que te ajudem a levantar quando você cair, ou que deitem no chão com você pra rirem um pouco dos inevitáveis tombos desse curso eterno.
Lembre-se: é só uma prova! É só uma prova! Uma nota não te define como médica! E muito menos como pessoa! Às vezes, todas as constelações se alinham e vai tudo ótimo! E muitas outras vezes não! E tá tudo bem! Não tem porque você ser bom em tudo. Acho muito legal que nos EUA o seu nome vem na frente e o tÃtulo depois (Lyvia Lemos, MD - "medical degree"). Você é uma pessoa e o que você faz te complementa. Não seja Doutora Fulana de Tal. Seja Fulana de Tal, doutora.
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